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terça-feira, 1 de agosto de 2006

O Eneagrama (5)

...São sempre prestáveis e satisfazem por iniciativa própria as nossas vontades. Não nos esqueçamos, porém, que a generosidade tem limites...


TIPO 2
eu ajudo

"Sedutores, prestáveis e generosos, os 2 são amigáveis, confiantes e normalmente úteis. Oferecem graciosamente, não apenas o seu tempo e energia como também os seus bens materiais. Parecem não ter necessidade de nada. Independentes e capazes, adoram satisfazer as necessidades dos outros. Um presente de um 2 será sempre cuidadosamente escolhido para agradar a quem o recebe. Podem sentir-se menosprezados se ajudam alguém que não nota ou não retribui; nesses casos, expressam um grau de raiva ou emoção que surpreende todos os outros. Adulam os que gratificam o seu orgulho, mas apenas aqueles que parecem dignos de serem seduzidos, podendo desprezar os restantes.

Como o 3 e o 4, o seu sentido de "ser" está no que os outros vêem e avaliam. A sua percepção de si mesmo gravita em torno da auto-imagem. O 2, em geral, procura ser tão bom a ponto de não precisar de competir, pelo que a sua competitividade não é tão visível como no 8. As suas habilidades e recursos estão normalmente disponíveis e a serviço de outras pessoas.
Os 2 desenvolvem uma requintada sensibilidade para perceber os estados de espírito daqueles que desejam agradar. Para satisfazer as necessidades alheias, conseguem ser o tipo de pessoa que os outros gostariam de conhecer pois apesar de não serem realmente falsos, comportam-se diferentemente com cada pessoa.

Muitos possuem a capacidade de "mergulhar" nas actividades de que realmente gostam, quase como se estivessem em "transe". A mente do 2 sente-se mais à vontade para lidar com a vida quotidiana e com as relações humanas em sociedade. São pessoas bastante sugestionáveis e exibem uma enorme capacidade de abnegação. Normalmente, as pessoas do tipo 2 não se consideram orgulhosas; observando, contudo, a sua aparente ausência de necessidades..."

terça-feira, 27 de junho de 2006

O Eneagrama (4)

Por vezes, não é fácil abdicarmos das nossas convicções e valores mais enraízados. O facto de admitirmos que não temos razão inferioriza-nos perante os outros; o nosso nível de exigência para connosco próprios não permite que o façamos; o problema começa quando as nossas exigências se estendem aos outros e limitam a sua margem de manobra...


TIPO 1
eu tenho razão

"Cheio de princípios, organizado, perfeccionista, punitivo, crítico, o indíviduo de tipo 1 tem padrões de exigência muito elevados para consigo mesmo e para com os outros. É sempre muito bem comportado e civilizado; tem dificuldade em ser espontâneo. Percebe o mundo em termos de certo ou errado, sem área intermediária. A autocrítica é um traço constante na sua vida e espera críticas dos outros, nem que sejam leves, parecendo, contudo, que as evita constantemente, dando a entender que tem sempre razão. Quando espera críticas, pensa que os outros também as esperam e, assim, toma a iniciativa de criticar, até por amor.

Pode ser visto como aristocrata e arrogante devido à sua postura e rigidez. É aparentemente calmo e insensível nas manifestações de emoções como amor e raiva. Vive num padrão irrevogável tanto para grandes como para pequenos items. Pode ser autoritário e reprovador, disfarçado atrás de regulamentos e formalismos; recorre a regras "acima" de si. Pode parecer compulsivo na busca da perfeição. Leva tudo muito a sério. O seu sucesso, prosperidade e segurança, são considerados mais como uma prova das suas virtudes do que como algo a ser desfrutado.

Tem dificuldade em aceitar elogios, principalmente genéricos e para reconhecer suas próprias conquistas. Em geral, o seu prazer vem de um trabalho bem feito, porém, o tipo 1 não precisa da admiração dos outros, ele precisa do respeito. Geralmente controlado, não apenas nas atitudes e no ambiente, mas também nas emoções, pode tornar-se confuso se as coisas saírem do seu controlo. É um tipo muito difícil de agradar, meticuloso e rigoroso com a forma e o detalhe de tudo aquilo que lhe diz respeito."

domingo, 11 de junho de 2006

O Eneagrama (3)


1 - Tenho razão.
2 - Eu ajudo.
3 - Eu consigo.
4 - Sou diferente.
5 - Eu observo
6 - Faço o meu dever.
7 - Sou feliz.
8 - Sou forte.
9 - Estou satisfeito.

segunda-feira, 5 de junho de 2006

O Eneagrama (2)

As três alas: ventre, coração e cabeça


Tipos de centro no ventre

São os chamados "tipos hostis", por reagirem institivamente aos estímulos que lhes são apresentados; o seu sistema olfativo e auditivo é apurado, o que lhes permite encarar a vida como um campo de batalha. Interessam-se pelo poder e pela justiça e dão valor ao seu próprio espaço. Vivem no presente, recordam o passado e esperam algo do futuro, mas é-lhes dificil conceber um projecto e manterem-se fieis ao mesmo, principalmente quando temem que não dê certo. Aí, agem com desembaraço e firmeza, ainda que sejam atormentados por dúvidas de carácter moral.


Tipos de centro no coração

Os indivíduos destes tipos tendem a orientar as suas acções para os outros. Vivem no mundo dos sentimentos subjectivos e prezam as relações inter-humanas. Os seus sentidos mais desenvolvidos são o tacto e o paladar. São prestáveis e adaptaveis (ou tentam sê-lo) e encaram toda a vida como uma grande tarefa; têm um grande sentido de oportunidade e responsabilidade. Enquanto vivem para os outros, reprimem os seus próprios sentimentos e escondem-se atrás de uma fachada de bondade e activismo, mesmo que se sintam incapazes, tristes e envergonhadas.


Tipos de centro na cabeça

Ao contrário dos indivíduos cujo centro se situa no coração, os tipos da cabeça afastam-se dos outros indivíduos. Primam pela reflexão em detrimento da acção e, sendo regidos pelo sistema nervoso central, o seu sentido mais apurado é a visão. Têm um enorme sentido de ordem e dever. Parecem ter menos necessidades e deixar mais espaço para os outros; a sua necessidade de segurança é, porém, maior do que em qualquer um dos outros centros e o medo leva-os a esconder a ternura por detrás de uma fachada de objectividade e imparcialidade. Agem de forma clara e inteligente, mas internamente sentem-se frequentemente isoladas, confusas e absurdas.

domingo, 4 de junho de 2006

O Eneagrama (1)

Aos leigos:

O Eneagrama é um sistema criado numa altura que remonta ao período do império romano do ocidente. Este visa classificar as pessoas de acordo com nove tipos distintos, todos eles com características demarcadas de forma neutra, sem divisões entre defeitos e virtudes. Cada um dos tipos possui símbolos que o identificam, sejam estes artefactos materiais, pecados, cores, animais, atitudes ou posturas, maneiras de estar ou pensar.
Cada um dos tipos, ao dar-se com indivíduos de outros tipos, sofre transformações; estas podem ser consideradas um falso consolo ou um verdadeiro consolo, tornando o indivíduo num ser melhor ou pior.

Exemplo: o tipo 6 que vai ao tipo 9, tornar-se-à mais calmo do que se se dirigir ao tipo 3 (sim, o tipo 6 é um chato).

Qual será o vosso tipo?

Enquanto esperam pelo desenvolvimento, façam o teste.